Como acompanhamos governos estaduais
Os resultados oficiais cobrem os 26 estados e o Distrito Federal. O acompanhamento individualizado de promessas e entregas começa por São Paulo e Minas Gerais no mandato 2023–2026. A seleção inicial desses planos ainda não é o catálogo integral.
Promessas, evidências e status
Cada promessa guarda o governador eleito, o trecho do plano, o tema e a página de origem. A avaliação cita documentos verificáveis. O histórico de revisão distingue anúncio, início, execução, entrega parcial, conclusão, atraso e falta de informação. Só marcamos “concluído” quando a obrigação descrita no compromisso tem comprovação suficiente; um anúncio nunca é uma entrega.
Localizamos os planos eleitorais de 2022 dos 27 governadores eleitos e percorremos suas 1.446 páginas para extração e revisão. A vinculação usa o identificador do candidato do TSE. Mato Grosso exige uma fonte alternativa da própria Justiça Eleitoral porque o PDF do eleito não consta no ZIP estadual. Em 19/10/2026, 113 páginas foram sinalizadas por terem pouco texto extraído; algumas podem ser capas, outras exigem OCR. Nenhum plano foi declarado integralmente catalogado. Extração automática e blocos candidatos não entram na contagem de propostas.
Os registros de governo estadual mostram apenas o que a Folívora conseguiu examinar. Se um governo mudou de titular durante o mandato, a promessa continua vinculada à candidatura eleita; a página identifica separadamente o titular em exercício.
Cobertura antes de percentual
Um percentual de cumprimento exigiria o número total de promessas catalogadas, um conjunto avaliável com evidências e critérios públicos para cada caso. Enquanto o plano não estiver inteiramente revisado e a amostra adequada não for validada, mostramos contagens com o universo analisado e não publicamos percentual de cumprimento, “Índice Geral” ou nota de desempenho. A cobertura da análise, quando exibida, é apenas a razão entre propostas analisadas e as já catalogadas na amostra parcial; não é cobertura do plano completo.
Resultados do estado
Indicadores oficiais têm unidade, série temporal e fonte comuns às 27 unidades federativas. O período anterior a 2023 fornece contexto. Resultado socioeconômico é distinto de uma ação do governo; não atribuímos automaticamente uma variação ao governador. População é apenas contexto.
O comparativo rápido entre estados usa o Ideb dos anos finais da rede estadual (Inep, 2025) e a taxa anual de desocupação das pessoas de 14 anos ou mais na força de trabalho (IBGE/PNAD Contínua Anual, tabela SIDRA 4562, 2025). São recortes e unidades distintos, mostrados separadamente. A série do Ideb é bienal de 2019 a 2025; a de desocupação é anual de 2019 a 2025. Desocupação não mede, sozinha, qualidade ou informalidade do emprego.
Na evolução detalhada, o Ideb de 2025 é comparado a 2019, referência pré-pandemia e anterior ao mandato; 2021 exige cautela pelos efeitos da pandemia. A desocupação de 2025 é comparada a 2022, último ano antes do mandato. O dado de segurança permanece apenas no painel detalhado: taxa de homicídios registrados da tabela 2.1 do Atlas da Violência 2026 (Ipea/FBSP), de 2019 a 2024, calculada com registros do SIM por UF de residência nas categorias CID-10 X85–Y09 e Y35–Y36. Não inclui homicídios ocultos estimados e a qualidade do registro pode variar.
Ideb maior e taxas de desocupação e homicídios menores são direções favoráveis dos respectivos indicadores; valores iguais são classificados como sem variação. São comparações descritivas, sem ajuste por fatores externos, teste de significância ou atribuição causal ao governador. Anos intermediários e limitações permanecem visíveis.
Limites atuais
2025 é o último ano utilizado para Ideb e desocupação; 2024 é o último da série de homicídios. Não exibimos 2026 como resultado anual fechado. Saúde e gestão fiscal ainda precisam de séries harmonizadas e verificadas. Promessas e entregas fora de SP/MG permanecem em integração; a seleção dos dois pilotos será ampliada após revisão dos planos.